Bagunça marca a volta da Feirinha da Madrugada no Pari

sexta-feira, 26 de agosto de 2011


Após 20 dias fechada para fiscalização de mercadorias, a Feirinha da Madrugada, no bairro do Pari, centro de SP, reabre hoje em meio ao descontentamento da maioria dos 5 mil comerciantes que têm barracas no local.Eles reclamam da falta de informação e da confusão dos últimos dois dias para apresentar a licença para trabalhar.

A convocação foi uma exigência da Prefeitura para confirmar o cadastro dos comerciantes. Se a documentação estiver em dia, eles receberão um selo que comprova que estão legalizados.

Somente quem tiver o selo vai poder voltar ao trabalho. A reabertura da feirinha está prevista para hoje, às 22h, para os comerciantes. Para o público, às 2h da madrugada de amanhã.

O advogado Geraldo Pereira de Barros Neto, do Condomínio Complexo Novo Horizonte, que administrava a feirinha até o seu fechamento, reclamou da forma como a Prefeitura fez a verificação dos documentos. Até ontem à tarde, dezenas de comerciantes ainda aguardavam ser atendidos do lado de fora do pátio do Pari.

“Está tudo muito confuso. Ninguém tem informação de nada. A Prefeitura quer regularizar a situação dos comerciantes mas não está conseguindo se organizar. Não sabemos como vai ser essa reabertura”, afirmou Barros Neto.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana confirmou a reabertura da feirinha, mas não deu detalhes de como será feita a fiscalização das mercadorias para evitar novos tumultos, como o que ocorreu no último dia 7, quando o local foi fechado.

Na ocasião, manifestantes entraram em confronto com policiais militares e guardas civis metropolitanos contra o fechamento da feira para a realização da operação de combate à pirataria, contrabando e sonegação fiscal. Durante o tumulto, supostos comerciantes jogaram paus e pedras.

Segundo o prefeito Gilberto Kassab (PSD), 2,5 milhões de produtos ilegais foram apreendidos nos boxes da feirinha entre os dias 7 e 20 deste mês.

De acordo com o advogado do Condomínio Complexo Novo Horizonte, o fechamento dos boxes prejudicou cerca de um milhão de pessoas, direta ou indiretamente.

Além dos cerca de 5 mil comerciantes, outras 15 mil pessoas trabalham como vendedoras nas barracas. “Além disso, cerca de 30 mil pessoas vão à feira todos os dias comprar mercadorias para revender em diversas cidades do país e tiveram de suspender a vinda a São Paulo, disse Barros Neto.

Fonte: Diário de S. Paulo



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